Esta história começa nos meus quinze ou dezasseis anos. Era a primeira vez que ia passar férias “sozinho” e como a carteira não pesava eu e mais dois amigos decidimos inscrever-nos em um campo de férias.
O local era na zona centro e consistia em oito dias com diversas atividades lúdicas e desportivas, onde estariam jovens de todo o país, sendo essas atividades repartidas entre diversas praias.
Eis que, nessa semana de intenso contacto entre jovens a meio da puberdade e com as hormonas a sair pelos poros da pele, conheço uma simpática rapariga natural de Coimbra. Ela era morena e esbelta, tinha cabelos castanhos compridos, olhos também castanhos e nunca parava de sorrir de cada vez que estava perto de mim. Diga-se de passagem que foi a minha primeira grande paixão. Ainda a visitei uma vez, mas como tudo o que começa tem de ter um fim, assim foi. Depois de duas intensas semanas, outras duas se seguiram a “digerir” o final. Coimbra dava-me o primeiro dissabor.
Já no secundário, nos meus dezassete ou dezoito anos, e recuperado de mais um ou dois desgostos de liceu, começo a namoriscar uma bela moça. Inteligente, bonita, simpática e com uma paixão em comum: A Música.
Mas esta paixão iria revelar-se mais um desengano. Ironia do destino ou não, no final do ano letivo fiquei a saber que ela foi aceite em Coimbra. Com a minha ida para a capital prestar serviço militar, a distância não trouxe nada de bom e ao fim de algum tempo a relação chegava ao fim. A Cidade dos Estudantes voltava a fazer das suas.
Coimbra tem sido para mim uma cidade de encantos e desencantos, mas mesmo assim não perco a oportunidade de a visitar de cada vez que por lá passo e admirar a sua beleza, aproveitando para recordar o que aprendi e relembrar o que ainda me falta aprender.
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